sábado, 29 de agosto de 2009

FOLHAS CAIDAS


O vento sopra forte, as folhas rolam pelo chão
como empurradas por mãos invisíveis, correm, correm
sem direcção, num voo rasteiro tombam desfalecidas,
umas verdes outras amareladas elas correm, correm,
parece terem encontro marcado e alguém à espreita da sua chegada.
O vento sopra como para ajudar as folhas ao seu destino chegar.
Horas a redopiar, as folhas cansadas ainda mais amareladas, chegam ao destino por elas marcado,
juntam-se aos molhos num encontro sossegado e o
vento solidário, sopra mais devagarinho como para
ajudar a chegar ao encontro, ao seu destino.
Elas ficam em repouso de tanta correria, adormece
me esquecem-se que vem a caminho umas mãos que sem dó,
as varrem e lhes dão um novo destino.

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