sexta-feira, 28 de agosto de 2009

OS PASSAROS





Chegam os pássaros com a sua
chilrreada, fazem das arvores a sua
mansarda, num coro a cantar
bem afinados, por vezes confundem
nos seus trinados, não sei se brincam
ou estão zangados, se discutem o
rumo que vão levar, ou estão a brincar.
Os pássaros que quando chove ficam calados,
silenciosos como monges
enclausurados, num silêncio triste porque não podem voar.
Ao entardecer é vê-los voar sem parar qual nuvem negra a anunciar tempestade,
talvez com medo do escurecer e a sua mansarda não encontrar.
Dão voltas e mais voltas, voam, tão rápido e em
debandada a fazer tamanha
chilrreada, parecem crianças a brincar.
Divertidos voam, voam, com um pôr do Sol de
encantar, numa liberdade sem
par, que inveja eu tenho de não saber voar. Para o
meu rumo procurar...


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