sábado, 29 de agosto de 2009

RASGO AS VESTES NEGRAS

Ando pela noite, sozinha ou acompanhada...
Como uma alma penada...
Percorro ruas silenciosas e tristes...
E ouço o eco dos meus passos na calçada...
De negro me visto, para passar despercebida...
Cruzo-me com gente que não vejo...
Tenho os olhos postos no chão...
À procura de uma saída...
Numa procura incessante...
E com uma insónia permanente...
Questiono a minha mente...
Tenho dúvidas, se está sã ou doente...
Olhos secos e vidrados...
De tanto choro sufocado...
Um aperto no peito eu sinto....
Vou por becos sem saída...Como numa despedida...
Ouço débeis lamentos... Com uma réstia de vida...
Remexo nos meus sentimentos...
Vejo uma luz enfraquecida...
Numa esperança que julgava perdida...
Rasgo as vestes negras...
Visto roupas garridas...
Não vou pela noite como uma alma penada...
Procuro ruas alegres e ensolaradas...
JÁ OUÇO OS MEUS PASSOS NA CALÇADA

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