quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Os pregões da desgraça



O País está em mudança. por tudo e por nada à festança...
Há tristeza em muita casa portuguesa...
A fome espreita e não há que por na mesa...
Mas para muitos não se nota a diferença.
País de costumes brandos...
Onde proliferam os malandros...
É vê-los nos seus carrões, de marcas bem definidas...
Ostentam os seus bens dourados,no peito, dedos e tornozelos
roupas de boas marcas com altivez...é vê-los...
Os pregões de antigamente da peixeira, galinheira, hortaliceira e afins...
Tinham a multa à perna, por trabalharem honestamente...
Mas hoje, os pregões são bem diferentes...
É da branca, é da castanha, aqui é que é boa, aqui vende-se da melhor...
Misturam-se os pregões, e por causa desses cabrões...
Ninguem dorme, nem sossega...
E para quê chamar a polícia... se a nossa justiça é cega...
Perdeu-se o control é o caos...
E as crianças meus Senhores, que valores lhes estão a ensinar...
Brincam no meio do lamaçal, apregoar faz parte da brincadeira...
Para elas tudo é normal... Elas são o futuro de PORTUGAL!!!
Meu País que tanto amo...
Que pena me dá ver-te à deriva...
Há tanta miséria e pobreza escondida.
A D. Crise e a D.Troika, vieram cegar os nossos governantes, e as grandes mentes pensantes.
Esqueceram-se que ter comida na mesa, é uma das coisas mais importantes!!!

F.Campos



quarta-feira, 18 de maio de 2011

CORRENTES


Estou a sufocar pelas correntes invisíveis...
Que prendem o meu corpo e o meu pensamento...
Neste meu mundo pequenino que idealizei...
Fazendo dele o paraíso que tanto desejei...
Esqueci-me de mim...
Estou insatisfeita...porque sou de riso fácil passa despercebido.
Choro quando tenho alguma maleita...
Quando vejo o sofrimento do meu semelhante...
Para a dor que  sinto no meu peito não tenho receita...
A vontade de me libertar é menor que o medo do que vou encontrar...
O que fiz da minha vida se dei tudo...
Nada fiquei a ganhar.
Mas um dia, mas um dia meu DEUS...
Sei que me vou libertar!!!
F.Campos